Lembro. Ela, morena desajeitada, dirigindo o velho Passat com uma lágrima salgada, escorrendo a face em direção ao peito. Enquanto dava ré e, em poucos segundos dobrava a esquina da Avenida São Jorge, eu permanecia ali estática em frente ao número cinco. Ela não vai aterrissar no Galeão daqui a três ou cinco dias. Nem cozinhar com autoridade e me beijar a testa depois das vinte e duas. Não tinha mais jeito. Tranquei o portão mas, quando virei as costas, tirei um cigarro do bolso esquerdo da camisa, senti. Ela deixou uma ferida aberta.
1 comentários:
Que raiva dessa sua sutileza violenta!
Deixa de ser feia, guria!
=)
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