
Tive vontade de ligar e dizer que ela precisava cavar mais, se a intenção era me deixar no fundo do poço. Dizer que estava cansada daquela balela toda sobre amadurecimento. Que ela não havia me ensinado nada, até então. Dizer que a única coisa que lhe devo, é o fato de ela ter jogado corpo, alma e toda minha bagagem adolescente na lama – dizer que o mérito por assim ter aprendido a nadar é meu. Dizer que eu sou forte o bastante para vê-la desfilar com outro amor. Dizer que apesar de ter uma fortaleza aqui dentro, derramo algumas lágrimas quando heal over invade o player. Dizer que meu coração ainda é de carne. Mas que meus braços permanecerão fechados. Dizer que não vou arrancar mais nem um fio de cabelo. Que não vou gritar nenhum, tampouco meia dúzia de palavrões. Dizer que ando serena, e que apesar dela ter levado toda minha inocência de menina e histórias-meio-conto-de-fadas, eu ainda espero por um ano bonito. Ainda espero por alguém. Ainda acredito. Porque a dor não é mais tão latente. Porque o amanhã não parece ser tão abismo. Porque a vida, faz algum sentido mesmo que o telefone não toque. Porque há vida; e o poço já não é tão fundo. Ou é – e eu que estou bem maior.
4 comentários:
O POÇO É FUNDO E VOCE EH QUE ESTA MAIOR, RANY. MAIS FORTE QUE QUALQUER VENTO.
e todos nós somos bem maiores.. ou pensam que somos.
caramba, esse finalzinho ai foi de matar *-*
2011, nega... 2011!
Sempre tem abraço, sempre tem sorriso!
E o fundo do fundo do poço, na pior das hipóteses, é sempre um bom lugar pra descançar. Me acredite, eu sei!
Há-braços, flor.
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