quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Trechos que não saíram da garganta.

... Seria sim, só mais uma. Seria, se não fosse tão encantadora. E eu não escreveria nada a respeito dela. Não escreveria, se ela não tivesse invadido o oco dos meus pensamentos hoje, quando fechei os olhos, no banco mais escondido daquele ônibus barulhento e me feito pensar em passado, música alta, sons automotivos estranhos, sinuca, patos, e similares. Mas invadiu. E eu fiquei pensando o porquê de eu ter me deixado levar por um sorriso que eu sequer entendia o motivo de aparecer, entre em trago e outro. Uma piada, uma deixa. O porquê de eu ter me deixado levar por aquela alma de Clarice. E por todo resto que eu não conseguia encontrar em mais ninguém. Nenhum autor, texto, poesia ou amigos. Aquele mistério todo era dela. Aquela tristeza, que sorria e ria sem graça também. O perigo, o descaso, o medo de-não-sei-o-quê. Não entendia e não entendo o porquê de me deixar perder a cabeça, e me transformar numa criança na frente dela. Ok, isso foi há muito tempo. Mas é que quando ela me falava da vida, dos amores, das pílulas, dos cachorros eu só pensava em onde ela estava esse tempo todo. E que talvez fosse eu, a fazê-la beijar a lona e dar o braço a torcer. E até faria. Se ela não fosse tão encantadora....

3 comentários:

Anônimo disse...

lindo isso.

Tiago Alexandre disse...

Já ficou comum eu ler teus textos e ao final eu dar um suspiro e pensar comigo mesmo: "que garota encantadora!". Foi possível rodar um filme em minha mente enquanto eu lia teu texto. As imagens que teus textos carregam são sempre muito fortes. a Intensidade dos sentimentos sempre me tocam de forma marcante. Amo passar aqui. Quando vazio, venho aqui e me encho de vida novamente, recupero minh'alma e volto a sentir aquele troço que chamam por ai de "coração". Parabéns pelo texto, Ranyzinha. Você é linda por demais!

Srta. Clichê! disse...

me deixa te ver?