sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tô muito viadinha, ultimamente :~



cansei.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009



"Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas,
pra quê amendoeiras pelas ruas?
Para quê servem as ruas?
Depois de ter você..."


Eu senti medo. Ora, olhar de novo nos seus olhos, e experimentar do amor que tantas vezes abri mão, e prometi não estendê-lo me causa perplexidade. Dessas, de nos deixar sem palavras... e você? dormiu. E eu? Eu fiquei ali olhando, e guardando cada detalhe daquela história doída que carregamos, e que também, tantas vezes, chegamos tão perto, de colocar um ponto final. Dentre os detalhes, haviam a boca entreaberta, os dentes cor de nuvem, a pele parda, corada, com gotículas de suor. A sobrancelha recém desenhada, a música que vinha da tv, quase que entrando em sintonia com o pulsar do teu peito. E o medo? ah! o medo era de que sua imagem, de que teu cheiro, e até mesmo a maciez de tua pele impregnassem as paredes do meu coração e ficassem ali, escondido, partindo e sangrando pra sempre, este, que ainda é o seu abrigo.

(Na foto, cena do filme "Veronika decides to die")

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Me sinto triste: Estou viva! Sei que viva, corro riscos. E vivo, correndo dos mesmos. Quando a felicidade se faz ausente e o silêncio consome minha totalidade, escrevo. E sou sim como dizem: egoísta.

Não vou falar de política, não sei escrever contos. Não escrevo do que não tenho vontade. Escreverei sobre o que sou... e sou ferida.

Éramos hoje, uma ferida, uma meia-ferida e uma ex-ferida-enfim-feliz. Compartilhamos a vida, e eu saí enfim com a certeza de que haveriam muitas outras coisas pra se dizer. Não quero pausas... tudo é pequeno, efêmero, fugaz... inclusive esta, que vos escreve; Enxuguei o rosto, acalmei a alma!

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"Um band-aid no coração, um sorriso nos lábios – e tudo bem" Caio.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


Há sempre opções. Nós somos cheios delas. A maioria é óbvia, por mais que nós nos esforcemos para provar o contrário. A que tomei, veja bem, não se trata de abandono, fuga, pouco amor, ou o que mais possa pensar. Quer clichê mais bonito que esse? “Aquele que ama, sabe a hora de deixar o outro partir”... Você não vai partir, eu não vou te deixar. Mas vamos ficar longe, com o coração doendo, na intenção de minimizar a dor. Tenho pensado no seu sorriso todos os dias antes de dormir, e sem exageros, enlouqueço quando vejo seu olhos lindos, tristes nos meus sonhos ruins. Talvez, eu tenha perdido muito tempo, imaginando coisas pra chamar sua atenção e roubando cenas pra esconder de você os meus defeitos. Mas eu sei, que tua alma reconhece a minha de onde estivermos. Eu posso sim, ter arrancado páginas e me omitido vez ou outra, mas eu sei, que você sempre estava lá, tentando me ver maior do que eu realmente podia ser. Nunca quis ser sua heroína, nunca quis te roubar pra mim e mais ainda, nunca quis, te ver longe daquilo que chamamos de felicidade. Isso é erro? Sabe, que.. Sinceramente, não sei. Depende daquilo que chamamos por tal. Eu estou tentando, assim. Jeito torto, mas a dor faz ser bonito.


Desculpa.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quão colorosa sou, pensei.

Ultimamente, penso muito, em muita coisa. Nas coisas que em nada me diferem, e também naquelas que me causam algum sentimento; Mas como estava dizendo, quão colorosa sou, ou posso ser.Não sei bem como cheguei a tal conclusão, mas dia desses li na capa de um livro, algo parecido com

"Os homens não se casam com as boazinhas".

Curiosidade. Observei as mocinhas, atendentes da Saraiva distraídas, me desloquei até o canto da livraria em meio aos livros infantis. Abri o livro, folheei aleatoriamente algumas páginas. Na página numero quarenta e sete, havia algo curisoso:

"Lição 22". Comecei a ler:

"(...) não seja tão calorosa"

pensei no que exatamente aquele livro estava sugerindo.

Imaginei: Você e eu, ambas fazendo parte do mesmo relacionamento. Na mesma cama, apagamos as luzes, dizemos boa noite e nada, nada mais acontece, ou talvez marcamos de sair no sábado a noite, e eu, seguindo a risca a lição 23, deixo de elogiar, a sua roupa, e não digo que adoro quando você usa calça skinny e paletó.

Sim, sou de fato boazinha, mas ainda tenho dúvidas (quase que convictas) de que aquele livro não fora escrito para mim.

Talvez você e eu não nos casemos. Mas eu, ainda prefiro, manter minh'alma e a sua, devidamente aquecidas.

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Nota: Escrevi a uns 2 meses isso. Encontrei perdido no meu pen-drive branco com cinza, em meio as milhares de pastas "recycler" que me desesperam. Não escrevo como antes.

terça-feira, 6 de outubro de 2009


- Como assim não tem?
- Ora, senhora... nunca ouvi falar desse remed...
- Como não?
- Não temos, não existe!
- Não existe?
- Não! mas eu tenho um ótimo antidepressivo, e ansiolítico também...
- Não é o que quero...
- Então não posso ajudá-la.
- Parece brincadeira sabia? Já tem vacina pra quase tudo, remédios pra controlar os efeitos da Aids, a todo momento novas tecnologias sendo criadas...
- ...
- E eu tenho que ficar aqui, com dor de amor, sem remédio algum!



Ah, e meus textos andam tão bobinhos ultimamente.

sábado, 3 de outubro de 2009

Sabe, a Rayane tem razão. Falar de sentimentos, principalmente frente a janela do blogspot.com, é tarefa árdua. As palavras quando não fogem, não expressam bem, aquilo que desejamos. Não sou Lispector, Caio F, ou Meireles. Me contento com o pouco que escrevo...

... mas não com a quantidade que sinto.

e por mais que eu tenha me acostumado a falar pouco, cobrar menos, e a chorar escôndido. Eu ainda tenho teu coração nas mãos e o meu na garganta.

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Sentimento: s.m. Ato ou efeito de sentir. / Aptidão para sentir; sensibilidade. / Sensação í­ntima, afeto: os sentimentos de um pai. / Conhecimento imediato; intuição: tem o sentimento de seu valor. / Dor, mígoa, desgosto. / — S.m.pl. Qualidades ou tendências morais: estar animado de bons sentimentos. / Pêsames: aceite meus sentimentos.